Avenida Nove de Julho é liberada em Ribeirão Preto, SP, após um ano e nove meses de obras
27/03/2025
(Foto: Reprodução) Projeto de revitalização custou R$ 32.411.776,19 e incluiu as ruas São José e Marcondes Salgado. Serviços nos canteiros devem ser concluídos em seis meses, segundo secretário de Obras Públicas. Avenida Nove de Julho, em Ribeirão Preto, SP, é liberada para trânsito
Nove meses após o prazo, a Prefeitura de Ribeirão Preto (SP) liberou nesta quinta-feira (27) o tráfego na Avenida Nove de Julho. A obra começou em junho de 2023 e deveria ter sido concluída inicialmente em junho de 2024. Entre paralisações e críticas de comerciantes e moradores prejudicados com os transtornos, o projeto custou R$ 32.411.776,19.
Os serviços incluíram o reforço da pavimentação por causa do impacto de caminhões e ônibus, com a recolocação dos paralelepípedos, reforma dos canteiros centrais, implantação do corredor de ônibus, dos sistemas de drenagem e de galerias de águas pluviais.
Os canteiros centrais, no entanto, seguem em obras, e a previsão é de que sejam entregues em até seis semanas. O trabalho de paisagismo deve durar seis meses.
O projeto também contemplou as ruas São José, que foi totalmente liberada em março deste ano, e Marcondes Salgado.
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Avenida Node de Julho é liberada para o tráfego em Ribeirão Preto, SP
Ronaldo Gomes/EPTV
Corredor comercial
Um dos mais importantes corredores comerciais da cidade e patrimônio histórico tombado, a Nove de Julho viu diversos comércios fecharem ao longo dos últimos anos, grande parte deles por causa da má conservação da via.
A situação de abandono podia ser vista no mato, nos paralelepípedos soltos ou desnivelados na via e nos canteiros esburacados.
O secretário municipal de Obras Públicas, Walter Fabrício de Castro Telli, disse que a entrega da via revitalizada é uma oportunidade de novos negócios e dá relevância à região central.
"Após vários anos de obras, a Prefeitura de Ribeirão Preto está devolvendo à população uma avenida com vida, com movimento, energia, devolvendo de volta uma oportunidade para o comércio, para os consumidores circularem aqui, trazendo de volta as pessoas para o centro de Ribeirão Preto", diz.
Segundo Telli, o reforço feito com terra, brita, concreto e areia compactada abaixo dos paralelepípedos foi projetado para suportar veículos pesados sem afetar o nível. O secretário também informou que o contrato com a construtora prevê uma garantia para a correção de possíveis problemas após a entrega da obra.
"Existe a garantia da construtora, está no contrato, e agora nós vamos ver como o pavimento se comporta. Qualquer problema, a construtora já se prontificou em corrigi-los. Eu acredito que seis meses seja tempo suficiente para a gente consiga averiguar possíveis problemas."
Trabalhadores no canteiro central da Avenida Nove de Julho, liberada para o trânsito nesta quinta-feira (27) em Ribeirão Preto, SP
Ronaldo Gomes/EPTV
Vai e vem da obra
As obras foram concluídas pela empresa paulistana Era-Técnica Engenharia Construções e Serviços Ltda. Em março de 2024, a construtora assumiu o serviço para terminar a revitalização da Avenida Nove de Julho e a implantação de uma nova rede de galerias pluviais até a Avenida Dr. Francisco Junqueira, cortando as ruas do Centro da cidade.
O custo aos cofres públicos foi de R$ 32.411.776,19, cerca de R$ 1,4 milhão a mais do que o valor cobrado pela Construtora Metropolitana, primeira empresa vencedora da licitação, mas que teve o contrato rompido pela prefeitura em dezembro de 2023 por descumprimento da execução do projeto.
Ao assumir a continuidade do trabalho, conforme o contrato, a Era-Técnica Engenharia Construções e Serviços Ltda tinha até maio de 2025 para concluí-lo.
Vista aérea da Rua São José, que ficou em obras de outubro de 2024 a março de 2025 no Centro de Ribeirão Preto
Cacá Trovó/EPTV
Avenida histórica
A Avenida Nove de Julho foi projetada na década de 1920 na gestão do prefeito João Rodrigues Guião. Originalmente chamada Avenida Independência, foi rebatizada em 1934 por causa da Revolução Constitucionalista.
O trecho entre as ruas Barão do Amazonas e Cerqueira César foi o primeiro a receber os blocos de basalto, em 1949. Naquela época, foram plantadas 40 sibipirunas que ainda sobrevivem.
Por décadas, a via foi um dos principais corredores econômicos da cidade, com bancos nacionais e internacionais, lojas de diferentes segmentos, bares e restaurantes, além de endereço de famílias da elite.
Avenida Nove de Julho na década de 1940 em Ribeirão Preto, SP
Reprodução/EPTV
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